sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Desenvolvimento Sustentável: social, ambiental e econômico

 O desenvolvimento sustentável é formado por três pilares: social, ambiental e econômico. Por muito tempo, as empresas se inseriam apenas no pilar econômico. O importante era gerar lucro, do ponto de vista interno, e aquecer a economia, do ponto de vista externo (crescimento econômico). Não importava se as disparidades sociais aumentavam ou se o meio ambiente ficava em frangalhos.

Baroni (1992) busca, elencando –– numa análise simples e objetiva –– os conceitos já formados de desenvolvimento sustentável, desde a década de sessenta até 1992, mostrar que é (e será) erro crasso, com consequências desastrosas, para o presente e para o futuro, uma teorização (e consequente prática) afastada dos três citados pilares. Baseando-se principalmente em Rattier (1991 apud BARONI, 1992) e Lélé (1991 apud BARONI, 1992), afirma que não há uma separação dicotômica entre os três componentes do desenvolvimento sustentável. O econômico, para propiciar (e continuar propiciando) resultado –– para maximizar os lucros financeiros da empresa e da sociedade ––, precisa não agredir, de formar irremediável ou remediável apenas no longo prazo, a natureza e a sociedade. O social, não pode, a pretexto de autopreservar-se e cuidar devidamente da natureza, relegar a segundo plano as questões econômicas. Na verdade, esses fatores estão umbilicalmente ligados. Assemelham-se aos órgãos do organismo humanos: o golpe sentindo num afeta, na forma da dor e da destruição da saúde, todo o corpo. Tudo está interlegado; não há setores mutuamente excludentes.

Além disso –– analisando-se do ponto de vista do mercado ––, o acirramento da concorrência e os negativos resultados decorrentes da destruição ambiental e social (o que foi corporificado, com toda a força possível, durante a Segunda Guerra Mundial) ampliaram o papel da empresa. Hoje – em alguns mercados –, respeito ao meio ambiente e responsabilidade social são elementos que devem compor o produto. O cliente deseja saber se o produto/serviço que está consumindo contribui para melhoria da sociedade e se preserva o meio ambiente. Esse mercado não almeja apenas satisfazer a uma necessidade orgânica ou a um desejo momentâneo; deseja também, através do produto, ter a certeza de que não está destruindo a sociedade e o meio ambiente. As entidades que visam ao lucro mudaram sua forma de proceder –– é imprescindível destacar –– não por que tornaram-se, sob o guante de duras e amargas experiências, “boazinhas”. De forma alguma. Como já dito, o foco no desenvolvimento sustentável é um diferencial competitivo. A imagem da empresa é um de seus mais relevantes produtos
(se não o mais). Para sobreviver no mercado, é preciso ter visão de longo prazo. Nisso –– inevitavelmente ––, é preciso centra-se no “ganha ganha”, de Covey (2005).

O raciocínio não está completo, ainda. Focarei essa questão em outro post, visto eu precisar ir ao trabalho. Vou postar logo para iniciar o debate.

Até breve.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BARONI, Margaret. Ambiguidades e Deficiências no Conceito de Desenvolvimento Sustentável. Revista de Administração de Empresas. São Paulo, n. 32(2): 14-24, abr/jun, 1992. Disponível em: http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/10.1590_S0034-75901992000200003.pdf> Acesso em: 23 fev 2012.

COVEY, Stephen R.. Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. 22ª. ed. Rio de Janeiro: Best Seller, 2005.